segunda-feira, 1 de novembro de 2010

EXTERMÍNIO DA ARQUITETURA TRANSMARINA EM SANTARÉM

Assim como os seres humanos, suas obras, bem preservadas, mantêm-nos altivos na memória deste povo ou daquela civilização. São verdadeiros agentes da História, identificam o lugar, marcam épocas, demarcam territórios e transmitem às outras gerações a história do lugar e de sua gente. Daquele inventário numeroso e riquíssimo a cidade sente falta de algumas dezenas de prédios de grata importância para Santarém e seu povo. Este mes de outubro perdemos o belo exemplar de arquitetura eclética novecentista, ainda dos áureos imperiais, onde residiu Gabriel Rodrigues dos Santos. Santareno graduado em Corografia, na cidade de Lisboa, que resolveu voltar para sua gente e ali na confluência da Av. São Sebastião com Trav. Turiano Meira, instalou seu cantinho a bom escrever:"Por céus e mares"; "Meia volta sobre a esfera"; "Um golpe sobre o mapa"; "As forjas de Vulcano"; "O facho dos Deuses" e suas juvenílias, como dizia, as primeiras filhas jamais editadas.
Trata-se de prédio com características de morada inteira, construida com pararelepípedos de adobe rejuntados e revestidos com argamassa de barro e cal, ainda intrépida antes da misericordiosa demolição.

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